ADAPTAÇÃO ESCOLAR

20:44:00

Oi meus amores! Como vocês estão? Faz um tempinho que não escrevo sobre maternidade, mas cá estou eu, quase três meses após o início das aulas do Joaquim pra compartilhar com vocês como foi este momento. 

Quem me acompanha por aqui e também lá no insta já sabe como o Joaquim é uma criança especial. Claro que isso todos os filhos são, mas por ser meu filho acho tudo nele brilhante e incrível! Ele é uma criança abençoada, carinhoso demais, extramente inteligente, esperto e muuuuito, muito arteiro. Este o principal motivo para mandá-lo para a escola com apenas 1 ano e 4 meses! 

Claro que tivemos outros motivos, mas o fato dele ter energia pra dar e vender pesou bastante. Mas como não pesar né mamães? Vocês certamente me entendem e muitas compartilham do mesmo sentimento. Eu sou mãe, blogueira, jornalista, não tenho empregada, ou seja, cuido dele, do marido, da casa, dos meus clientes e ainda administro minha vida de blogueira. Isso tudo requer muito tempo e mais ainda planejamento. 

Em conversa com meu marido resolvemos colocar o Joaquim na escola não só por todos os motivos ditos, mas também pra que ele pudesse conviver com outras crianças. Acho super importante ele aprender desde pequeno a dividir as coisas, a respeitar os amiguinhos e até mesmo a resolver seus problemas. Sou o tipo de mãe que deixa cair, machucar, chorar e se virar sozinho. Não gosto de ficar em cima e muito menos de correr quando algo sai fora do eixo. Sempre achei que as crianças estão aí pra isso, vão machucar muito, chorar mais ainda e acima de tudo, vão aprender! 

Mas voltando ao assunto da escola. Como mãe sofre né gente? Eu fui em várias escolas, pesquisei valores, qualidade, estrutura, método de ensino e o principal, pessoas capacitadas pra cuidarem do meu filho neste período. Essa missão não foi fácil, mas entre tantas opções acabei optando pela escola que já era minha preferida e que também é a que eu estudei quando pequena. 


Incrível, mas por mais que nos preparemos para o momento. Por mais que tenhamos em mente que é necessário e que será bom pra eles, nunca estamos 100% prontas para o grande dia. Aqui em casa eu fiz tudo como um grande evento; comprei material, mochila, etiquetei tudo, organizei cardápio para os lanches, providenciei o uniforme e quando chegou o grande dia minha maior vontade era de desfazer tudo e deixar o meu pequeno comigo o dia todo! 

Eis que o levei para a tão esperada missão. Por ser meio do ano as crianças em adaptação são bem poucas, neste caso apenas ele e um amiguinho um pouco mais velho que ele (o Joaquim é o mais novinho da turma). Acho que isso facilita bastante o processo, pois as professoras podem dar mais atenção aos novos alunos e fazer com que se sintam 100% integrados com a turminha. 

Como o Joaquim é muito dado não tive problema com ele. Logo de cara ele foi com a professora, interagiu com os amiguinhos e correu brincar no parque. Enquanto isso o coração da mamãe ficou apertadinho. Fiquei feliz e orgulhosa por vê-lo independente, mas também fiquei triste porque apesar de querer que ele ficasse bem eu também queria que ele sentisse pelo menos um pouquinho da minha falta. Mas isso não aconteceu! 

Primeiro dia e o horário de saída era 14h30! Segundo dia 15h00! Terceiro 15h30! Quarto 16h00! e assim sucessivamente até chegar o dia em que ele sairia às 17h15 junto com todos os coleguinhas. Bom, durante este período todo o mais normal é que as mães fiquem em uma sala reservada para o caso da criança estranhar algo. Mas isso também não aconteceu! No segundo dia a coordenadora já me dispensou e disse que caso fosse preciso me ligava. 

Como assim? Nunca pensei que fosse sentir isso, mas confesso que fiquei com ciúmes de deixar meu filho naquele ambiente com pessoas estranhas. Afinal, dois dias é muito pouco pra uma criança conviver em harmonia com um monte de crianças diferentes e tias estranhas. Né não?

Agora já estamos completamente adaptados. Joaquim é uma alegria na escola! Vai feliz todos os dias, leva sua lancheira, traz lição de casa, faz seu dever aos finais de semana, interage com os amiguinhos e claro, já teve alguns probleminhas como dormir ao invés de lanchar e até mesmo puxar cabelo de uma coleguinha, mas apesar dos pesares ainda acho que isso seja normal. Afinal, são muitas descobertas e várias novidades. 

Hoje, após praticamente três meses, eu preciso confessar que na real a grande adaptação é pra nós, mães! Nós é que precisamos nos adaptar a eles novo mundo sem eles ao nosso lado o dia todo. Nós é que precisamos nos adaptar a dividir nossa metade com o mundo. Nós precisamos nos adaptar a essa saudade que sentimos ao longo das tardes sem eles gritando, chorando ou simplesmente dormindo em nossos braços.

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