PORQUE SE MEU FILHO FIZER ISSO...

14:28:00


Oi mamães, hoje me dei conta de que faz um bom tempo que não compartilho com vocês os "perrengues" da maternidade. Por incrível que pareça, este que é um assunto tão presente na minha vida nos últimos 2 anos e 3 meses se tornou também algo tão comum que no fim das contas acaba passando batido. Vamos alinhando aqui, ajustando ali e pronto, (quase) tudo resolvido. 

Mas como sei que muitas mamães gostam de compartilhar suas dúvidas, experiências e afins, estou aqui novamente para falar um pouco sobre as minhas percepções e pra voltar a ativa o tema de hoje é a tão temida BIRRA! Afinal, toda mãe irá passar por este momento e não adianta dizer o famoso "Porque se meu filho fizer isso", porque ele irá fazer e você dificilmente conseguirá controlá-lo sem passar um pouco de vergonha ou até mesmo perder a paciência. Ei, somos humanas viu? 

Perder a paciência é absolutamente normal nestas situações, porém o recomendado é tentar mantê-la e conversar com a criança. Sem gritos, sem se impor, mas sim fazê-lo entender a situação. É óbvio que eu dificilmente consigo ter esta calma e raciocínio, principalmente em locais públicos. Me sinto irritada mais pelas pessoas que estão em volta e ficam observando do que pela birra em si. Detalhe, em grande maioria os pais ou curiosos que observam ou foram crianças birrentas ou também tem em casa um filho, sobrinho ou afilhado que faça a mesma coisa. 

Aqui em casa a fase da birra está em alta. Joaquim está com 2 anos e 3 meses e é cada dia mais voluntarioso. Tudo tem que ser na hora que ele quer  e do jeito que ele quer, ou seja, é uma batalha diária, uma queda de braços em que alguém tem que ceder, massssssss como ceder? As alternativas aqui tem sido oferecer trocas, nada muito grandioso e nem que faça ele se achar superior, mas trocas sutis como sugerir que leve brinquedos para o banho quando não quer ir por vontade própria ou deixar com que coma sozinho mesmo sabendo que ele irá derrubar metade da comida no chão. 

Porém, dentro de casa tudo fica mais fácil, a coisa aperta mesmo é na rua. Por ser uma criança muito feliz e extrovertida (graças a Deus), dificilmente conseguimos tê-lo caminhando conosco tranquilamente de mãos dadas. Em shopping, por exemplo, ele quer correr, entrar nas lojas, falar com todo mundo e claro, quer comprar doce, bola, pipoca e tudo que tiver direito. Difícil controlar? Sim, com certeza! Oferecer trocas nestes ambientes é difícil? Nem me fala! 

Ontem mesmo fui com ele, minha irmã, mãe e sobrinhos para uma cidade próxima passar a tarde em um parque. Uma tarde difícil, sem muito sucesso e que resultou apenas no cansaço dele aliado ao meu estresse. Apesar do parque ser muito legal, o Joaquim não se interessa pelos brinquedos da idade dele, ele queria mesmo era ir no carrinho de batida, montanha russa, mas ele ainda não tem altura para estas aventuras. Resultado? Uma criança frustrada e birrenta! 

Sem sucesso e após muita birra, manha, se jogar no chão, me dar tapas, arranhar e afins a solução foi pegá-lo a força e ir para o carro. Finalmente o show acabou e graças a Deus os olhares recriminando também. Bastou 5 minutos no carro, uma troca de fraldas e uma mamadeira e pronto, em poucos minutos tinha um anjinho dormindo tranquilamente. 

Bom, todo este resumo apenas pra falar que a birra não é gratuita. Em determinada idade (antes de aprender a falar por exemplo), a birra, choro e afins é uma das poucas coisas que eles sabem fazer para expressar o que estão sentindo. O sono, a fome, fralda cheia, dentes nascendo, todos estes problemas podem resultar no estresse e terminar em crises intermináveis. Pensem, se até nós ficamos irritados com fome e sono, imaginem só estes pequenos??? 

Mas obviamente que nem sempre a birra se desencadeia por estes fatores, aqui em casa ela vive dando as caras sem motivo aparente e muitas vezes ela dá o ar da graça quando tento limitar o acesso ao celular. Sou da opinião que criança tem que ser criança e por mais infantil que seja o desenho ele tem que ser visto na televisão e NUNCA no celular. Eles não podem desenvolver este vício tão cedo, tão precoces e pior, ficarem reféns de aparelhos eletrônicos e muitas vezes tomarem posse do nosso celular, ipad e afins. 

Por fim não tenho a receita do sucesso para combater os ataques nem do meu filho, quem dirá do filho dos outros né??? Então como disse lá no começo a única dica que tenho é tentar manter o controle, pois se perdermos eles também irão perder. Nossos filhos refletem o que nós transmitimos, ou seja, mamãe irritada, filho irritado e assim por diante. Fez birra no shopping? Experimente ignorá-lo e saia andando, obviamente que observando de longe. No restaurante? Retire-o da mesa e só deixe voltar quando parar o choro e entender que a atitude é desnecessária. Em casa? Apesar de estarmos em território neutro querer resolver as coisas no grito não irá resolver de muita coisa e digo isso por experiência própria. Hoje eu respiro mil vezes antes de entrar na pilha do Joaquim, deixo ele se debater, jogar os brinquedos pro chão e então, após alguns minutos tento identificar o problema e explico da melhor maneira possível que não precisa de choro para resolvermos as situações do dia a dia. 

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